quarta-feira, novembro 26, 2008

sem querer voltar...




Imagino-te


Uma única estrela cintilante


E o brilho


As luzes da cidade onde te desenho o corpo...


João marinheiro, palavras ditas 2008
Fotografia da Net

quinta-feira, novembro 20, 2008

ainda Novembro nas mãos...



Morres-me nas mãos como se nunca te tivesse abraçado
Pergunto-me quem és e não obtenho resposta
Se, eu próprio
Já não sei quem sou hoje


É Novembro adiantado
Este Outono
Sem tempo

O tempo frio do norte a cortar
Lâminas de um gelo cintilante em nós.

Quem somos
O que nunca fomos
Interrogo-me.

A noite vai adiantada
A neblina tolda o olhar
Os passos ressoam na calçada húmida
A rua a descer lentamente em direcção a uma espécie de rio triste

Caminho

Volto sempre aqui, a expiar os pecados
Douro
O rio das expiações

Novembro ainda sem tempo para adiantar os dias
Um minuto seria preciso.

O tempo

Para te olhar, saber
Quem és

Morres-me nas mãos como se nunca te tivesse abraçado!




João marinheiro 2008
Fotografia de Zita, www.olhares.com

segunda-feira, novembro 03, 2008


É difícil transpor esta espécie de abismo
Não sei se é medo

Ou

Possivelmente a falta das tuas mãos do outro lado


O voo
Pode ser um vazio sem fim


E eu. Acredita
Só, sinto-me preso
Saltar é um suicídio das palavras


E já não sei outra forma que esta
Atirar-me para chegar a ti


João marinheiro 2008
Fotografia de Barcoantigo 2003
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