
Ainda falta tanto tempo para a morte aqui
Nas palavras amordaçadas
O corpo uma amalgama de ferros retorcidos
E o coração inútil
Inútil
Ainda falta tanto tempo para a noite aqui
Debaixo deste sol que queima
A pele espécie de caminhos a lugar nenhum
E o coração inútil
Inútil
Ainda falta tanto tempo para te esquecer
O amor tão adiado
O querer renegado como uma maldição
E o coração inútil
Inútil
João marinheiro 2008
Fotografia de Barcoantigo em 2008