quarta-feira, outubro 10, 2007
segunda-feira, outubro 08, 2007
Quando sorris na praia...
quinta-feira, outubro 04, 2007
domingo, setembro 23, 2007
Desejo...
contigo
na casa de chá
a ler um poema do Nobre e a olhar o mar.
Todo.
Nos teus olhos...
Quando voltas?
João 2007
Fotografia de Barcoantigo
sábado, setembro 15, 2007
Um abraço...
domingo, setembro 09, 2007
Quanto tempo...
terça-feira, agosto 21, 2007
Pela madrugada...

Pela madrugada murmuras-me ao ouvido do outro lado do atlântico
– Hoje, sairia daqui até sem meus sapatos
para te encontrar... jamais perderia tempo em calça-los.
E eu imagino-te de olhos fechados bem juntinha a mim, a tua voz com sotaque.
E chegas no embalo da noite na cumplicidade das trevas
a ternura
e vens
pela madrugada
vens descalça a pisar o chão frio
um misto de prazer e dor
e depois
a surpresa das mãos dadas
a cintura cingida, o teu corpo junto do meu em rodopios no amanhecer
a musica ao longe é uma
musica celestial entoada pelas estrelas
e o sol adormecido, está para lá
um misto de prazer e dor
e depois
a surpresa das mãos dadas
a cintura cingida, o teu corpo junto do meu em rodopios no amanhecer
a musica ao longe é uma
musica celestial entoada pelas estrelas
e o sol adormecido, está para lá
do teu olhar ...
João 2007
Fotografia de Maria Corpas
sexta-feira, agosto 17, 2007
Ângulo imperfeito...
segunda-feira, agosto 13, 2007
Espero-te ainda…

Tu não sabes que do outro lado do mundo eu penso em ti
Que te sinto em cada batida do coração a ressoar por dentro dolorido
Que te desejo intensamente. Um vazio estremo
E que o olhar morre lentamente
E as palavras dão à costa naufragadas na memória
E que já não tenho memoria do tempo dos amantes de uma noite.
Não podes saber que as noites agora são sombrias
Os braços de luz do farol se apagaram
O rio secou assoreado nas lágrimas salobras
O mar recolheu a uma terra estranha
E a linha de costa
É uma beira-mar juncada de sargaço morto
E que eu estou aqui ainda
Sentado na beira-rio esperando por ti
Enquanto o frio me invade os sentidos
O mar se recompõe da noite longa e acorda em maresias de sal
A névoa se instala abraçando o mundo
E eu cego tacteio o rumo que me afasta de ti
Espécie de suicídio negro na estrada.
Tu não sabes
Da minha vontade de escutar a tua voz
De te sentir no olhar
De te amar outra vez
Tu não sabes porque és espécie de andorinha que partes
Porque o Verão é doido e parece Outono e te desnorteias
E assim inicias o regresso sempre
E eu fico aqui no outro lado de mim a olhar o mar na noite e o rio e a foz
E o farol apagado que me guiava até ti na lonjura da memória dos tempos…
João, Praia de Fornelos 2007
Fotografia de Pedro Ferreira
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