sábado, fevereiro 28, 2009
sexta-feira, janeiro 30, 2009
deixarei....

Para o nu... deixarei que uses a tua imaginação e minhas mãos saberão fazer por você
Dizias-me ao ouvido
Eu a imaginar
As mãos que percorrem os caminhos da ousadia
Dás-te conta?
Dás-te conta?
Pergunto-te uma pergunta sem resposta
Dás uma gargalhada
Isso é o que dá gostar de um poeta!
Assim de uma assentada confessas.
Faço amor e desperto o poeta adormecido muitas vezes ...
(Não te digo
Desnudas-me a alma
Acordas-me)
Um poeta louco é o que sou
Feito das tuas ternuras e afectos…
João marinheiro 2009,palavras nossas...
sábado, janeiro 17, 2009
senão partir...
terça-feira, janeiro 13, 2009
sábado, janeiro 03, 2009
Se eu pudesse morrer hoje

Os dedos na comissura dos lábios
A pele branca
As tuas mãos
Os dedos delgados poisados nos seios claros
Redondos
Firmes
Os cabelos
Um negro a brilhar à luz
Que me cega
A tua visão
O desejo
Procuro-te feito doido pela cidade
A névoa dos olhos o fumo das castanhas assadas
O ruído da rua
As pessoas apressadas
O desejo
A tua visão
Quase
Quase a tocar-te os lábios
Os dedos
Vazios
Ainda
A cidade revisitada outra vez
A cabeça a doer
Se eu pudesse morrer hoje.
João marinheiro, Inéditos 2008
Fotografia de Alvaro Dias
sexta-feira, dezembro 26, 2008
sábado, dezembro 13, 2008
Ainda pode ser natal...

Hoje pensei que tu existes em mim como uma sombra
Sempre presente, só que translúcida.
Queimo um cigarro ente os dedos
Folheio o caderno onde te registo como um diário.
Que faço aqui com as palavras?
Sentado a ver a forma redonda com que se entrelaçam
Fumo o cigarro.
Eu sei que me mata por dentro
Tu não sabes, que estou morto por fora faz tanto tempo
Só os olhos brilham quando te penso
E sôfrego, aspiro o fumo amargo a tentar saborear-te
Assim, amarga, a forma das palavras entrelaçadas.
Hoje pensei que existes em mim como um vício
Pura sedução.
Puro engano.
Podia ser natal
Podia ainda ser natal
Tu aqui
A mão estendida.
Nada és, só o fumo breve, translúcido
Do cigarro que me mata
Ainda pode ser natal ?
João marinheiro 2008
Fotografia de Alvaro Dias, www.olhares.com
terça-feira, dezembro 09, 2008
nunca...

e depois nunca te encontro aqui nem ali ao virar da esquina na dobra da rua.
nada!
tudo deserto
sem vento sem brisa
só sombra!
João marinheiro 2008
Fotografia de Alvaro dias, www.olhares.com
segunda-feira, dezembro 08, 2008
um coração inútil
Ainda falta tanto tempo para a morte aqui
Nas palavras amordaçadas
O corpo uma amalgama de ferros retorcidos
E o coração inútil
Inútil
Ainda falta tanto tempo para a noite aqui
Debaixo deste sol que queima
A pele espécie de caminhos a lugar nenhum
E o coração inútil
Inútil
Ainda falta tanto tempo para te esquecer
O amor tão adiado
O querer renegado como uma maldição
E o coração inútil
Inútil
João marinheiro 2008
Fotografia de Barcoantigo em 2008
quarta-feira, novembro 26, 2008
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