sábado, março 23, 2013

distração...


Já não lembro o início
Quando comecei a amar-te
Não me dei conta
Sempre te amei
O facto de te saber próxima da minha cabeça
Sacia a sede que tenho de ti…
João marinheiro Ineditos 2013
Fotografia João Redondo www.olhares.com

domingo, março 17, 2013

imaginar-te...


Nua
Imaginar-te
Entre a areia e o mar…
 
João marinheiro Ineditos 2013
Fotografia de Jõao de Castro www.olhares.com

quarta-feira, março 06, 2013

Do vento...


 
É uma noite atrasada no tempo e demasiada escassa
Quase sem estrelas, um céu nublado por nuvens de chuva suspensa
Nos olhos. Os nossos brilhantes
Tu a provocar-me
Eu a dizer-te que a pele na  tua cintura  estava fria
Tu a dizer-me que não era ai que estavas quente
O mar alteroso a avançar por dentro de mim
As ondas na praia, a espuma a molhar o rosto
Os barcos meia-lua altivos descansavam da arte na duna
Silhuetas ternas na noite fria desafiavam o vento.
E o meu corpo tremia nem o teu abraço me aquecia
A tua pele fria ainda
E os teus olhos semicerrados na noite a brilhar
Eu sem jeito já
Tu a desafiares-me os sentidos, eu a esconder a vontade
Porque toda tu és o meu desejo hoje
A noite demasiado pequena
A chuva a cair de mansinho
O teu corpo salpicado de mar…
 
João Marinheiro S. Paio de Antas 2013
Fotografia de João Redondo- www.olhares.com

sábado, março 02, 2013

Timidez...


 
Faltou-me a avidez do teu abraço
 O cheiro do teu corpo
 A pele na minha pele
 O sabor dos teus lábios
 As tuas mãos nas minhas mãos em volteios de caricias.
 Ficou-nos o desejo nos gestos
O brilho dos olhos no negro da noite
 E as minhas mãos que se perderam emaranhadas nos fios dos teus cabelos.
Quanta saudade encerramos os dois
Quantos caminhos cruzamos os dois...
Resta-me nas mãos impregnado o perfume, rosas, a tua pele
A caricia do teu riso…
É o teu lado que descubro nos raros momentos que os olhos brilham
És o sol no horizonte imaginado, um braço de luz em prata sobre o mar.
Silhueta recortada no vento e brisa e perfume e sorriso...
Enquanto os navios partem rumo ao mar…

 
João Marinheiro 1 Março 2013
Fotografia de Guga Neto.www.olhares.com

quinta-feira, dezembro 06, 2012

de memória...


Escrevo-te de memória
Sentado no muro do cais na foz
Enquanto o rio corre calmo para o mar
E a noite cai sobre nós
Escrevo-te de memória
Aninhado no teu abraço
No calor do teu corpo enlaçado no meu
Enquanto te afago os cabelos longos
E de olhos fechados te absorvo em mim como um néctar…

 

5 Dezembro 2012

sábado, setembro 08, 2012

Espero-te na esquina do tempo...

domingo, julho 29, 2012

mas sei das limitações das minhas mãos...




E depois fui teu e tu minha, plenos sem fronteiras ou barreiras

Sem medos e fui feliz. Muito. Como faz anos não era.

É pouco para quem quer muito

Mas sei das limitações das minhas mãos

Não posso querer tudo sob pena de não ter nada

Não te posso prender, é isso

E a distância ainda é grande, embora agora a curva seja descendente e se encurte lentamente.

João marinheiro, Maringá 2012

quinta-feira, julho 12, 2012

sim, amo o teu coração faz tempo


O coração é estranho, um cantinho nele pode ser a propria vida...

quarta-feira, junho 13, 2012

tu...

Tu!

Nem comento. Tudo como eu imaginava que és.

O mistério. O encanto. A doçura exótica e perfumada.
Sim, agora sei o brilho dos teus olhos
O cheiro do teu cabelo
O sabor dos teus lábios
Os labirintos do teu corpo esguio…


Tu!
Nem comento. Tudo como eu imaginava que és.


O frio no estômago, o aperto no coração, a surpresa, o desejo
A paz.
Gosto da paz que me transmites, da luz do teu rosto, o sorriso dos teus lábios
Do brilho com que os teus olhos vêem por dentro de mim
Desvendas-me os segredos, revelas-me os desejos
Desnudas-me completamente
E eu indefeso dou-te o abraço prometido faz tanto tempo.
O abraço imaginado
O abraço inventado
Enquanto o coração me soa nos ouvidos e o corpo treme
Porque és tu que me pões assim deste jeito adolescente
Desta forma enamorada.


Tu!
Nem comento. Tudo como eu imaginava que és.

Espero-te porque te sinto próxima
Tão próxima que sinto a brisa da tua respiração pausada
Enquanto dormes e eu te olho na penumbra da noite.
E sinto a ternura em mim
E te cubro de beijos breves para que não acordes
E eu não acorde do sonho de te ter ao meu lado
Enquanto as horas avançam precisas pela noite dentro
Em busca do alvor da manhã

Tu!
Nem comento. Tudo como eu imaginava que és.

Não te falei ainda do perfume do teu corpo que guardo
Do toque dos teus cabelos negros

Do moreno da tua pele
De ti completa. Inteira.
Um abraço intenso, longo, de amantes sem tempo
Porque o tempo nos separa ainda.
Cheiras a jasmim orvalhado e quente
Os teus olhos são pétalas que brilham negros na noite dos amantes
Como se todas as noites não fossem as noites dos amantes
Como se todas as noites não fossem noites de paixão e partilha
A noite nossa.
Como se todas as noites não fossem noites de amor


Tu!
Nem comento. Tudo como eu imaginava que és.

Porque tudo se torna estranho a esta latitude
Rumei finalmente a sul
Cruzei o equador e o mar é azul puro
E tremem as pernas
E bate acelerado o coração
E o tempo torna-se tão escasso em nós


E tu!
És tudo o que eu imaginava que és…


João Marinheiro Maringá 2012

joão marinheiro

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape